Momentos dolorosos e que parecem não ter fim, entre eles, a morte de um ente querido ou mesmo o final de um relacionamento, são situações que grande parte das pessoas já atravessou na vida. Infelizmente, há casos que as vítimas enxergam no suicídio a única saída. No “Setembro Amarelo”, mês que alerta a população a respeito desta realidade e suas formas de prevenção, o especialista em Programação Neurolinguística e diretor do Instituto Ideah, William Ferraz, explica como a PNL pode ajudar as pessoas que enfrentam esse mal.

De acordo com ele, alguns sinais característicos devem ligar o alerta das pessoas próximas. “Normalmente, quem tem o pensamento suicida costuma falar frequentemente algumas frases como ‘quero morrer’, ‘não aguento mais’. Além disso, elas têm uma dificuldade enorme de desempenhar atividades que mantém certa rotina e acabam abusando de álcool ou drogas, como forma de fugir do problema. Também apresentam uma tendência ao isolamento social. Porém, o que tem que ficar claro é que esses são sinais que também podem ser encontrados em pessoas com quadro de depressão”, comenta.

A PNL, por sua vez, pode ajudar nesse processo, já que auxilia na compreensão e ressignificação de experiências traumáticas, mudando a maneira de lidar com determinadas situações. “Todas as pessoas tem plena capacidade de atingir a estabilidade emocional. É necessário sempre aprimorar recursos internos para enfrentar da melhor forma os problemas, sentimentos e emoções do dia a dia. Através da Programação Neurolinguística é possível retomar o controle da própria mente, que é perdida quando passamos por experiências traumáticas”, diz. As pessoas também podem evitar quadros de depressão que levam ao suicídio, tomando algumas atitudes simples. “É necessário valorizar as qualidades e talentos que possui, além de procurar o apoio dos entes e amigos próximos. O mais importante é evitar que o sentimento negativo domine, tirando as perspectivas de felicidade”, comenta.

O suicídio é considerado um problema de saúde pública e mata um brasileiro a cada 45 minutos e uma pessoa a cada 45 segundos em todo o mundo. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Pelo menos o triplo de pessoas tentou tirar a própria vida e outras chegaram a pensar em suicídio. “A grande questão é que o assunto suicídio acaba muitas vezes sendo evitado, já que segue como um tabu. Isso só colabora para o aumento do número de vítimas, já que aqueles que estão enfrentando o problema acabam não buscando ajuda”, conclui William.

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