O mês de dezembro é sinônimo de luzes, árvores enfeitadas, a figura do Papai Noel por todos os cantos, fora a troca de presentes e o tão esperado e contagiante clima natalino. Há pessoas, no entanto, que por variados motivos, entre eles, o religioso, não consideram o Natal um dia especial. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de quatro milhões de brasileiros pertencem a religiões que não comemoram a data. Há, porém, casos em que essa rejeição vem de traumas sofridos na infância e, nesse cenário, a Programação Neurolinguística pode ajudar a entender e amenizar essa aversão.

“Grande parte das coisas que ocorrem na infância influencia o futuro, podendo, por exemplo transformar uma pessoa em alguém mais vulnerável emocionalmente, além de trazer complicações para a vida pessoal, profissional e também nos aspectos que envolvem as relações interpessoais. Isso ocorre porque as lembranças estão sempre presentes. A todo o momento, as sensações e sentimentos vivenciados voltam à tona”, revela o especialista em PNL e diretor do Instituto Ideah, William Ferraz.

Ainda segundo o especialista, esse trauma não necessariamente precisa ser algo grande, como agressões e perdas, mas, pode ser gerado por situações corriqueiras e, até certo ponto, consideradas irrelevantes no momento, mas que acabam refletindo diretamente na vida adulta. “A fase da infância é um momento de muitas descobertas. As crianças, enquanto são pequenas, assimilam quase tudo, e isso vai determinar como eles vão reagir a muitas situações depois que crescerem. Essa falta de vontade de comemorar o Natal, por exemplo, pode ter uma série de explicações, como a falta de um bom convívio com a família lá atrás, algo que ficava ainda mais caracterizado durante as festas de final de ano, já que havia a necessidade de socializar com os parentes que não gostava. Ou mesmo alguma revolta por não ter condições de consumir ou ganhar certas coisas, ainda mais nessa época em que as compras têm um protagonismo enorme”, diz.

Uma das formas de mudar esse conceito é pensar nas causas e consequências dessa emoção e, após entendê-la completamente, buscar transformá-la em algo positivo, através da ressignificação. “Algumas técnicas da PNL ajudam a pessoa a desfazer a construção mental existente e reconstruir uma representação interna, criando assim uma resposta emocional para o problema. Mesmo sendo algo que muitas pessoas preferem não mexer, já que traz lembranças ruins, é necessário aprofundar essas feridas para entender como estas experiências traumatizantes estão afetando no agora. Obviamente, ninguém é obrigado a gostar ou sentir prazer no Natal, mas, a questão a ser trabalhada é como lidar com esse incômodo, afinal, todo o final de ano a pessoa passará novamente por ele”, conclui William.

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