Aqueles que enfrentam o problema da disfluência, conhecido popularmente como “gagueira”, ainda hoje são motivo de piada no país. Esse assunto, porém, deveria ser tratado como mais seriedade, já que essas pessoas sofrem com esse preconceito desde criança. Além de ser algo que atrapalha o convívio social e até em uma colocação profissional, pode desencadear problemas emocionais profundos, como a perda da autoestima, a depressão, o transtorno obsessivo compulsivo e o isolamento.

No Dia Internacional de Atenção à Gagueira, o diretor do Instituto Ideah e especialista em Programação Neurolinguística (PNL), William Ferraz, alerta que a PNL é uma aliada contra esse distúrbio. “A dificuldade na fala ocorre por uma série de motivos, e, muitas vezes, esta disfunção acontece pelo medo ou tensão na hora de se comunicar. O processo da fala é algo que é feito inconscientemente por todas as pessoas e trazer para o consciente o que deveria ser automático sobrecarrega o sistema. Esse cenário, somado a emoções negativas, faz com que a disfluência aconteça”, explica.

De acordo com William, muitas vezes essa dificuldade se desenvolve ainda na infância, seja com a criança tentando chamar a atenção do país ou após tomar alguma bronca por ter falado algo errado. “Normalmente, ocorre uma situação que faz com que a criança depois fique tensa e pensando como deve fazer para falar. Identificar, através da PNL, as crenças envolvidas no processo de comunicação da pessoa é um passo fundamental na luta contra a gagueira”, lembra.

Ainda segundo o especialista, ao dar atenção ao desenvolvimento da inteligência emocional, a pessoa passa a entender e trabalhar as questões que agravam o problema. A partir daí, também aprende a controlar melhor esse distúrbio. “É necessário descobrir os gatilhos emocionais que agravam o problema, passando a controlar as emoções e direcioná-las de maneira positiva. Além disso, a PNL também age na voz que temos em nossos pensamentos. Muitas vezes a gagueira ocorre quando o cérebro processa rapidamente as informações e não consegue acompanhar a expressão oral dos mesmos pensamentos. Com algumas técnicas utilizadas é possível reprogramar o cérebro e retirar essas falhas geradas no passado”, esclarece.

De acordo com dados recentes, aproximadamente 5% da população mundial é afetada pela gagueira durante o desenvolvimento da linguagem. Além disso, cerca de 1% gagueja cronicamente, o que dá cerca de 70 milhões de pessoas no mundo, sendo que destes dois milhões vivem no Brasil. A gagueira necessariamente tem seu início na infância, aparecendo normalmente aos três ou quatro anos, quando há obrigação de usar um vocabulário mais extenso. Porém, pode ou não continuar na vida adulta.

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