“Homem não chora”; “homem não leva desaforo para casa”. Sem dúvida você já ouviu, em algum momento da vida, essas duas frases. Elas são apenas parte de todo um contexto em que os homens são submetidos desde a infância e que acabam contribuindo com a formação de estereótipos já encravados no íntimo da sociedade e que, de certa forma, também ajudam na manutenção da cultura machista.

Na semana em que se celebra o Dia Internacional do Homem, o especialista em Programação Neurolinguística (PNL) e diretor do Instituto Ideah, William Ferraz, explica como essa pressão sofrida pelos homens, como a exigência de serem fortes, assumirem os riscos e o comando de tudo, provoca uma série de problemas físicos, mentais e também comportamentais. “Diante de um contexto de pressão cultural, familiar e da sociedade, crianças do sexo masculino são criadas com base no conceito de que não podem ser frágeis. Por conta disso, as emoções são deixadas em segundo plano e não são cuidadas da maneira que deveriam”, diz William.

Ainda segundo o especialista, por meio do desenvolvimento da inteligência emocional a pessoa passa a conhecer suas emoções e a sua verdadeira história de vida, ficando assim apto a trabalhar e ressignificar as experiências vividas na infância e que o fizeram trazer à fase adulta certos comportamentos, entre eles, essa dificuldade de lidar bem com a cobrança vinda da sociedade. “Ao ressignificar essas experiências e superar essas questões de modo a não compactuar mais com acontecimentos do passado, ele consegue finalmente tirar essa armadura que é imposta pela sociedade e que são cultivadas, principalmente, por eles se sentirem intimidados e sempre na necessidade de provar que são fortes, responsáveis e provedores”, afirma.

Com a ressignificação, a pessoa também consegue encontrar um novo significado de tudo que aprendeu quando criança, atribuindo um aspecto positivo. “Reprimir aquilo que realmente gosta, optar por fazer algo que não quer somente para se inserir em um grupo ou mesmo ter medo de expressar aquilo que sente, são alguns dos diversos conflitos que os homens vivem diariamente por tentar passar uma imagem não verdadeira perante as outras pessoas. Os homens têm que perder seus muitos medos, entre eles, o de chorar. O choro não é um sinal de fraqueza, mas traz benefícios para o nosso corpo e a nossa mente, aliviando, por exemplo, a tensão. É chegado o momento de colocar de vez os estereótipos em xeque”, conclui.

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