As pessoas vivem constantemente preocupados com o que acontecerá e com o que está por vir, seguindo padrões de comportamento e pensamentos aprendidos em experiências anteriores, algumas delas, aliás, provenientes da mais remota infância, e que acabam influenciando duramente nas percepções futuras e afetando diretamente a vida e bem-estar de qualquer um.
De acordo com William Ferraz, especialista em Programação Neurolinguística e diretor do Instituto Ideah, a grande maioria dos humanos têm a tendência ao padrão e passam quase que a metade do tempo no “piloto automático”, tomando decisões baseadas somente em pensamentos já estabelecidos no inconsciente. Assim, sem notar, e em momentos de desatenção, seja esperando na sala de espera do médico, dirigindo ou mesmo na fila do ônibus, acabam surgindo pensamentos negativos.
“Algumas pessoas imaginam discussões que nunca aconteceram, ou situações ruins acontecendo com pessoas que amam, ou ficam pensando que algo vai dar errado nos seus planos. Normalmente, a sensação de insegurança ou até mesmo uma ansiedade excessiva estimula estes pensamentos. Diante disso é necessária aprender a agir e o primeiro passo é tomar consciência da situação. A Programação Neurolinguística (PNL) auxilia não só a entender a questão, como na reprogramação desses pensamentos repetitivos, abrindo um campo para que a pessoa se lembre que tem a capacidade mental de criar sua própria realidade”, revela.
Ao transformar esses pensamentos negativos em positivos, elas também se sentem mais calmas e confiantes, tornando o cotidiano mais agradável. “Os padrões mentais são consolidados na infância e fortalecidos durante a vida. Ele se forma com a repetição. Aquele que durante muitos anos ouve que não sabem de nada e que não faz nada direito irá, ao longo do tempo, desenvolver um padrão mental compatível com o que é colocado em sua mente. Porém, naturalmente, os hábitos mentais negativos tendem a desaparecer quando são trocados por novos e positivos”, comenta William, lembrando que, ao modificar os padrões mentais, a pessoa adquire novos hábitos e novas formas de pensar e de agir, criando um cenário para uma vida mais alegre e tranquila. “A pessoa assume o controle sobre a mente e, conscientemente, muda pensamentos, sensações e comportamentos”, diz.
Uma dica importante para transformar os hábitos é estabelecer metas pequenas, fracionando um grande desafio e comemorando cada vitória. Isso porque, nosso cérebro é, em grande parte, movido pela emoção, sendo tomado pelo desanimo quando não se chega ao objetivo desejado. Além disso, é necessário alinhar a mudança de hábitos às emoções. “Nosso cérebro está sempre pronto a aprender coisas novas e adquirir novos hábitos, além de enfraquecer os antigos. Ele plenamente flexível e mutável. Para isso, é importante conhecer a forma como nosso cérebro interpreta o mundo e como as nossas emoções influenciam as nossas reações e nosso comportamento”, conclui

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