Quando uma criança é agredida, as marcas físicas são apenas um dos problemas, mas não o maior deles. A grave consequência dessa agressão é que ela atinge diretamente o emocional e também afeta o desenvolvimento da pessoa, interferindo diretamente em quem ela se tornará no futuro. Na semana do Dia Mundial contra a Agressão Infantil, o especialista em PNL e diretor do Instituto Ideah, William Ferraz, lembra que a formas de enfrentar essa questão, entre elas, através da atuação da Programação Neurolinguística.

A primeira saída, segundo o especialista, é que a pessoa reconheça que o problema existe. “As pessoas que passam por esses eventos traumáticos de agressão na infância acabam se tornando mais vulneráveis emocionalmente, influenciando a vida pessoal, profissional e também tudo que envolve suas relações interpessoais. Isso porque, essas lembranças estão sempre presentes e a pessoa acaba revivendo, a todo o momento, as sensações e sentimentos que teve durante a agressão. Para sair dessa situação é necessário pensar nas causas e consequências dessa emoção e, depois de entendê-la completamente, ressignificá-la e, se possível, transformá-la em algo positivo. O importante é desfazer a construção mental existente e reconstruir uma representação interna, criando assim uma resposta emocional/fisiológica para o problema”, diz ele, lembrando que para conseguir o resultado esperado, muitas vezes, é preciso mexer profundamente nas feridas para entender como estas experiências traumatizantes do passado ainda afetam o cotidiano.

E não são somente as agressões que trazem problemas para o futuro. Uma criança que foi humilhada publicamente ou vivia sendo criticada pelos seus pais, por exemplo, pode desenvolver timidez excessiva ou até uma fobia social. Da mesma forma, se ela viveu experiências de abandono, pode desenvolver um padrão de comportamento destrutivo para suas relações. Assim, o mais importante é resgatar as lembranças e identificar quais situações mais marcaram a infância de forma negativa. “Dessa forma, a pessoa consegue, por meio de um trabalho focado na Inteligência Emocional, ressignificar cada problema até que a dor se dissolva, dando assim um novo sentido à vida”, comenta William, lembrando que muitos casos são tratados durante os treinamentos. “Nos encontros temos participantes que trazem casos de abuso, com grandes impactos na vida profissional e pessoal. A maioria tem baixa autoestima, falta de coragem, se considera incapaz e não merecedor de algo bom, fora a dificuldade de se relacionar e de dar e receber carinho. Mas, durante a o treinamento acabam conseguindo perdoar, se sentir livre, dão novos significados e conseguem seguir em frente, perdoando a si mesmo e ao agressor, desbloqueando suas capacidades e finalmente voltando a sorrir”.

Atualmente no Brasil, 18 mil crianças são vitimas de violência doméstica por dia, o que de acordo com os dados apresentados pela Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância representa 12% das 55,6 milhões de crianças menores de 14 anos de idade. Enquanto isso, dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostram que 80% das agressões físicas contra crianças e adolescentes foram causadas por parentes próximos. Vale ressaltar que maus tratos e violência contra crianças e adolescentes é crime, cuja pena prevista no Código Penal Brasileiro é de 1 a 4 anos, em casos de lesão corporal de natureza grave, acrescidos para 4 a 12 anos, quando essa lesão leva a óbito.

Escrito pela equipe da Hayai Assessoria de Imprensa e Comunicação

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