O medo de descobrir um nódulo na mama, diante da possibilidade de se tratar de um câncer, faz com as mulheres evitem realizar o autoexame periódico, o que prejudica a detecção precoce e diminui a chance de cura da doença, que é uma das que mais mata em todo o mundo. Em meio à campanha “Outubro Rosa”, dedicado exclusivamente à divulgação e conscientização, a Programação Neurolingúistica (PNL) pode ser mais uma grande aliada, antes e depois do diagnóstico e também na hora de enfrentar todo o processo do tratamento.

Segundo o especialista em PNL e diretor do Instituto IDEAH, William Ferraz, o medo é um reação fisiológica natural no qual o corpo entra em estado de defesa. Para combatê-lo, a primeira medida é reconhecer que ele existe. “É necessário para vencer o medo, seja ele de um exame contra o câncer de mama ou mesmo para enfrentar o difícil tratamento, que a pessoa pense nas causas e nas consequências dessa emoção. Somente após entendê-la totalmente será possível ressignificá-la, transformando em algo positivo. O que a maioria não percebe é que os limites que impomos a nós mesmos na realidade não existem. Eles são apenas crenças que fomos adquirindo desde a infância. Por isso, é importante sempre se manter vigilante para conseguir ultrapassar esses limites”, afirma.

Há, ainda, outras formas de encarar o medo através da PNL. A primeira dela é desfazer a visão distorcida existente e reconstruir uma representação interna mais compatível com a realidade externa, criando assim uma resposta emocional muito mais próxima da realidade. Também é possível desassociar a pessoa do evento traumático que fez com que ela criasse o medo, permitindo que ela crie mentalmente possibilidades melhores com aquela experiência. “Nós somos o que pensamos, assim, é primordial cuidar dos nossos pensamentos, pois é ele que gera nossos sentimentos, entre eles, o medo, que, por sua vez, acaba gerando um comportamento fora do ideal, que, no caso, seria a fuga, com a não realização do autoexame ou mesmo a busca por um especialista na área”, comenta William.

É importante lembrar que, apesar de ser um impulso natural do ser humano e essencial para evitar situações de perigo, o medo exagerado pode se tornar uma fobia, passando a atrapalhar as situações cotidianas. “O medo ajuda a nos proteger, porém, em excesso pode se transformar em uma fobia, que é ele em tamanho desproporcional, criado por um processo de distorção da realidade. Uma pessoa que tem uma fobia, ao receber as informações através dos canais visual, auditivo e cinestésico, cria, por uma falha no processamento, uma representação interna diferente da realidade externa. Por isso, o ideal é sempre nutrirmos nossos pensamentos com boas notícias, fortalecendo um estado de espírito positivo”, conclui.

Segundo o Ministério da Saúde, diante de um diagnosticado precocemente a chance de cura de um câncer de mama chega a 95%. Já quando descoberto mais tarde essa taxa cai para 50%. Além disso, o tipo de câncer de mama mais comum é o Ductal, que se inicia em um duto de leite. Esse tipo de câncer corresponde a 60% dos casos. Outros 15% são do tipo lobular, que começa nas glândulas produtoras de leite. Além disso, o pico de incidência nas mulheres ocorre entre os 55 e 64 anos de idade, sendo que só 2% dos diagnósticos são realizados em mulheres abaixo de 35 anos.

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