Uma grande parte das pessoas fica o ano inteiro contando os dias no calendário para as merecidas férias. Ter mais tempo livre, ficar debaixo das cobertas por um período maior, acordar na hora do almoço ou aproveitar o tempo de sobra para viajar. Porém, há também aqueles que veem qualquer tempo de descanso com verdadeiro pânico, preferindo até mesmo “vender” para a empresa parte das férias em busca de dinheiro-extra.

De acordo com o especialista em PNL e diretor do Instituto Ideah, William Ferraz, o vício em trabalho é um tipo de compulsão, assim como, por exemplo, por limpeza ou comida. Há casos, inclusive, que a pessoa não consegue nem mesmo encontrar com os amigos para relaxar ou tampouco passar um tempo fazendo exercício físico na academia. “Se uma pessoa chega ao ponto de não conseguir nem mesmo assumir compromissos e mostra irritabilidade até para eventos corriqueiros como um passeio com o filho ou um jantar com a esposa, a relação com o trabalho já virou algo nocivo e a situação precisa ser vista com atenção. Há casos que os ‘viciados’ até conseguem sair por algumas horas, mas, seguem somente pensando e falando do trabalho. “Em muitos casos é possível descobrir um workaholic, que é o viciado em trabalho, pela própria linguagem. Além de falar muito de trabalho, ele chega a dizer ‘sou o meu trabalho’”, explica o William.

Para o especialista, um dos motivos que contribui para que a pessoa chegue nessa situação é a atribuição de metas muito altas – as vezes inalcançáveis – em relação ao resultado profissional. “Quando não se tem uma meta bem definida, acaba sendo criada uma crença um pouco irreal. Isso faz com que a pessoa trabalhe cada vez mais por seguir acreditando que, dessa forma, conseguirá alcançar o que tinha planejado. Ficar até mais tarde no trabalho pode acontecer às vezes, mas, se a frequências destas ocorrências passa a ser alta há a chance de a pessoa estar viciada sem perceber. O mesmo vale para quem leva trabalho para terminar em casa todos os dias”, comenta.

Para tentar superar esse vício, William recomenda que, em um primeiro lugar, a pessoa tome consciência e identifique o que está causando esse estado. Na maioria das vezes, mergulhar no excesso de trabalho é uma forma de fugir de um problema em outro setor da vida, seja uma insatisfação com a forma física, problema conjugais ou até um relacionamento ruim com os filhos.

“Parar um pouco com o trabalho é muito importante para carregar as energias e renovar os pensamentos, eliminando o cansaço, o estresse e até a ansiedade. Com a Programação Neurolinguística (PNL) é possível que o indivíduo passe a ter um alto grau de controle, o que facilita na hora de lidar com o estresse recebido no dia a dia, porém, o descanso da mente trazido pelas férias é essencial, já que permite desligar o piloto automático e atingir o importante equilíbrio emocional. Mas, para que as férias sejam realmente bem-sucedidas é necessário utilizá-las verdadeiramente para descansar a cabeça, deixando os problemas totalmente de lado e aceitando a nova rotina”, conclui.

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