A intolerância que presenciamos hoje tem, muitas vezes, origem na falta de compreensão, problema esse que convivem diariamente os familiares e portadores do Transtorno do Espectro Autista, que somam nada menos que dois milhões de famílias somente no Brasil e tem no mês de abril o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.

Mesmo com a dificuldade de interação com as pessoas sendo a principal característica dessa condição, devido a uma série de dificuldades que acompanham a síndrome, entre elas: problemas sensoriais, atraso de linguagem, dificuldades para usar formas de comunicação e de perceber sentimentos, a interação do autista é sim possível, inclusive com o auxílio da Programação Neurolinguística, que ajuda as pessoas a entender melhor as outras. “Cada um de nós enxerga o mundo não da maneira como ele realmente é, mas como entendemos e damos significado a ele, partindo do princípio das nossas crenças. Assim, de uma maneira geral, compreender que cada um tem a sua própria história é uma viagem importante rumo à nossa própria aceitação e também das condições dos outros”, afirma William Ferraz, diretor executivo do Instituto Ideah, e que tem mais de 15 anos de experiência com treinamentos de Inteligência Emocional.

Ainda de acordo com ele, a integração de pessoas com autismo também deve ser feita com paciência, dedicação e carinho. Além disso, quanto antes a criança for estimulada, melhor será o seu desenvolvimento, sendo assim, é importante um diagnóstico preciso e precoce. É necessário, por exemplo, incorporar histórias em imagens na rotina, principalmente diante de assuntos complicados como os sentimentos. Figuras de crianças rindo, chorando, brincando com outras é importante e ajuda a ensinar o autista de forma lúdica a lidar com diversas situações do dia a dia. É importante, ainda, que tanto na escola como em outras situações sociais, os pais o auxiliem a fazer amigos, ajudando a diminuir medos e fobias específicas que podem gerar repúdio da criança para encarar novos ambientes. Convidar outras crianças para brincarem na sua casa e acompanhar a brincadeira para garantir que o autista não se isole é outra medida importante, assim como levá-lo em eventos sociais para aumentar o seu limite de tolerância.

Artigo escrito pela equipe da Hayai Assessoria – Agência de soluções em comunicação voltada para pequenas empresas e profissionais liberais.

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