A maneira que a pessoa se enxerga é chamada de autoestima, que é responsável por fazer um indivíduo se sentir bem (ou não) consigo mesmo. Por meio dela é possível acreditar no próprio potencial, mas sem ela, há uma grande dificuldade de autoaceitação e também de autoconhecimento. Aqueles que são inseguros, com dificuldades em aceitar os próprios erros, não conseguem reconhecer e valorizar os próprios potenciais e não se sentem capazes de realizar seus desejos e sonhos, perdendo inúmeras oportunidades de crescimento.

Mas o que fazer para elevar e manter a autoestima? A Programação Neurolinguística (PNL) pode ajudar nesse processo. De acordo com o especialista em PNL e diretor do Instituto Ideah, William Ferraz, é possível não se abalar com um feedback negativo, por exemplo, seja na vida pessoal ou profissional. “Por meio da PNL a pessoa consegue receber uma informação negativa sem trazer essa crítica para o “Eu”. Ela passa a entender que o julgamento foi por um comportamento específico, que pode ser trabalhado e melhorado. É amplamente necessário que a pessoa note que esse ‘Eu’ sempre deve ser preservado e que ele é muito mais que um simples comportamento equivocado. Ao entender as duas coisas de forma separada, ela vai ensinar ao cérebro a preservar o selfie. O que tem que ficar claro é que é totalmente possível mudar um comportamento e manter a autoestima intacta”, afirma ele, completando: “tire um tempo para parar e refletir quais são os seus comportamentos que precisam ser mudados ou melhorados e, de forma separada, quem é você de verdade, olhando para si mesmo e se aproximando da própria essência”.

Há ainda formas de fugir de situações que podem abalar a autoestima, como, por exemplo, evitar comparações com o resultado obtido por outras pessoas, principalmente quando tal resultado foi excepcionalmente positivo. É natural que as pessoas sempre tentam fazer o melhor, portanto, a comparação pode inibir a possibilidade de realizar tal tarefa de forma mais eficiente. “O ideal é fazer apenas comparações de você com o seu melhor. Enxergar o que de positivo foi feito”, diz. Outro alerta é pensar intensamente no que sente quando está realizando algo que adora. Isso traz satisfação, que pode mudar a fisiologia do seu corpo, provocar a liberação de hormônios e facilitar a manutenção da autoestima. Também é necessário evitar criticar a si mesmo em excesso e evitar se condenar o tempo todo por suas falhas e dificuldades. Errar também é importante e faz parte do processo de aprendizagem de todo ser humano. O ideal é refletir sobre os erros de maneira saudável e buscar alternativas para agir diferente da próxima vez, sem deixar que os equívocos atinjam a autoestima.

William também lembra que alguns padrões de pensamento e comportamento podem atrapalhar. Sendo assim, é necessário descobrir e ressignificar as crenças limitantes que o impedem de avançar. “Acredito, porém, que a mais importante dica é praticar o autoelogio. Faça isso de forma regrada, durante duas semanas, todos os dias. Elogie algo da sua própria imagem ou algum comportamento ou habilidades que gosta de ter, nem que seja comentar sobre o seu sorriso, cabelo, uma curva do rosto, uma facilidade que tem para algo, uma habilidade, algo que faça bem, enfim, qualquer coisa”, conclui.

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