A família é essencial e tem um papel determinante no desenvolvimento do indivíduo, sendo, inclusive, a base para a formação da sua personalidade. Porém, em virtude de uma comunicação equivocada e violenta, a identidade de muitas pessoas acaba sendo construída através de uma série complexa de situações.

De acordo com o relatório “Ocultos à plena Luz”, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em 58 países por volta de 17% das crianças estão sujeitas a formas rígidas de punição física. Diante desse cenário, é grande a possibilidade de se tornarem adultos mais propensos a ficar sem emprego, a viver na pobreza e, principalmente, a manifestar um comportamento mais agressivo, abrindo assim um perigoso ciclo vicioso de gerações. “Muitos não se dão conta, mas a criança quando nasce é apenas uma ‘folha em branco’, que vai ganhando contorno e desenhos, que seria a personalidade, de acordo com o exemplo que se tem em casa. Se a maneira dos pais é da forma errada ou até mesmo violenta, seja na forma de falar ou nas atitudes, os filhos tem uma enorme possibilidade de agir exatamente igual”, diz William Ferraz, especialista em PNL e diretor do Instituto Ideah.

Obviamente, a grande maioria dos pais que utilizam dessa prática não tem a verdadeira noção do que as atitudes podem causar e, muitas vezes, estão apenas reproduzindo o que passaram na infância. O problema é que, apesar de no começo parecer simples, a arte de educar passa por uma série de conflitos que vão surgindo ao longo do tempo, até que a missão de criar o filho foge totalmente do controle, muitas vezes, por problemas de comunicação. “A Comunicação Não Violenta vai muito além do que é falado e como é falado para a criança, já que abrange valores como paciência, dedicação e total envolvimento de todos”, diz William.

Na busca de evitar esse problema, há algumas dicas que podem ser seguidas pelos pais. “É certo que pode acontecer de em algum momento as pessoas perderem a paciência. O principal é ter a consciência do que é verdadeiramente estar no controle e o que realmente é a perda do controle. Parar e respirar são ações fundamentais para reestabelecer o controle e voltar a raciocinar de forma lógica. Outra dica é sair um pouco do ambiente, pensar e, se possível, até se imaginar no lugar do outro para tentar entender o que está motivando aquela forma de agir e se comportar. Após isso é possível voltar ao ambiente com outra postura e um discurso mais assertivo, evitando assim que o uso da força seja feito. O ideal ainda é conversar com um tom de voz normal, não utilizando de gritos. Isso porque, a criança não se atenta tanto ao que é dito, mas à forma como você fala. Se você grita com seu filho, além de não escutar o que diz, a repreensão deixará mágoa e poderá ter um efeito contrário do esperado”.

Fora isso, de acordo com William, os pais precisam acompanhar de onde estão vindo os comportamentos dos filhos, se estão sendo aprendidos em casa pela referência dos pais, ou se estão vindo por influência que os filhos recebem fora de casa. A convivência pacífica no lar entre todos os membros é fundamental para o desenvolvimento de uma mente saudável e equilibrada.

Artigo escrito pela equipe da Hayai Assessoria de Imprensa e Comunicação

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