Quando alguém mente, ocorrem várias alterações no corpo possíveis de serem observadas. Confira as dicas do William Ferraz nesta matéria para o Portal AreaH.

Você costuma mentir muito? Ou não consegue e simplesmente odeia mentiras? De qualquer forma, é interessante saber quais as mudanças corporais que podemos perceber em quem está mentindo e ficar ligado em alguns padrões.

Quando mentimos, ficamos tensos e a química corporal se altera em razão da adrenalina. Ela modifica a respiração, os batimentos cardíacos, causa suor excessivo e boca seca.

Se conhecermos uma pessoa quando ela não está mentindo, podemos perceber melhor quando ela mente, porque seu padrão normal de comportamento se altera. Segundo o Master Coach especialista em Inteligência Emocional e Neurolinguística William Ferraz, uma dica para identificar mentiras é, antes de entrar no assunto em questão, passar um tempo conversando sobre outros assuntos ou fazer outras perguntas que se sabe ser verdade, para observar os padrões durante a conversa, e depois comparar para ver se houve mudança.

Outra dica de William Ferraz é pedir para a pessoa contar a mesma história de trás para frente. Se ela encontrar uma dificuldade enorme em fazê-lo, isso pode indicar mentira, já que quando relatamos algo real, esse processo é muito mais simples.

É claro que essas dicas não são 100% certeiras, já que nem sempre uma pessoa está mentindo somente porque não apresenta seu padrão de comportamento “normal”. Ela pode estar nervosa, ansiosa ou até chateada por várias outras razões, o que pode alterar seu comportamento.

William destaca que, quando alguém mente, fica muito mais difícil de olhar nos olhos do interlocutor. É como se a pessoa estivesse indo contra valores pessoais, o que dificulta o olhar. Além disso, durante uma mentira, estamos acessando nosso lado criativo do cérebro, e isso exige que os olhos se movimentem de forma específica, seja para cima ou para o lado. “Quando estamos acessando imagens, fazemos movimentos com os olhos para cima. Quando acessamos o canal auditivo, os movimentos são para as laterais. Já quando acessamos o canal sinestésico ou o diálogo interno, o movimento dos olhos é para baixo. Quando criamos algo, seja no canal visual ou auditivo, usamos lados opostos. O mais comum é olhar para o alto e à esquerda quando estamos lembrando de uma imagem, e para o alto e para a direita quando estamos criando uma imagem. Este é o padrão mais comum, porém existem pessoas que processam as informações em lados opostos”, ensina o especialista.
 
Todos nós seguimos um padrão de congruência entre movimentos e fala. Ninguém fica feliz olhando para baixo com ombros caídos e expressão de tristeza, assim como ninguém fica triste olhando para cima com um sorriso no rosto e o peito cheio. Da mesma maneira, uma história triste não é acompanhada de um sorriso. “Repare na combinação entre o discurso e os movimentos dos lábios, para perceber se há compatibilidade”, explica William.
Contar mentiras pode se tornar um problema porque pode prejudicar outras pessoas e até a nós mesmos. Pode despertar um sentimento que fique atrelado à emoção de mentir, deixando a pessoa viciada no ato. Essa doença se chama MITOMANIA. O mitomaníaco vive em meio a mentiras, muitas vezes chegando até mesmo a não conseguir diferenciar se o que está dizendo é, ou não, verdade.
Continue lendo a matéria neste link e confira dicas de mais padrões corporais para identificar mentirosos.

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