O medo é algo natural do ser humano. De certa forma costuma funcionar como uma proteção de algum perigo e aparecem em situações em que as pessoas se sentem ameaçadas de alguma forma. Porém, se por um lado é natural sentir o famoso frio na barriga, o excesso pode atrapalhar a vida de qualquer um, tanto na vida pessoal como na profissional. A boa notícia é que há maneiras para tentar acabar ou pelo menos minimizar esse bloqueio, sendo a Programação Neurolingúistica (PNL) uma das saídas que vem obtendo mais êxito atualmente.

De acordo com o especialista em PNL e diretor do Instituto IDEAH, William Ferraz, o medo é uma reação fisiológica que libera adrenalina e cortisol no organismo, o preparando para um estado de alerta e defesa. Dessa forma, para combatê-lo, o primeiro passo é reconhecer que ele existe. “As pessoas precisam ter em mente que é necessário pensar nas causas e consequências desse sentimento, passando a entendê-lo como um mecanismo de proteção. Isso é necessário para que se consiga ressignificar o lado negativo e limitante que o medo provoca. De forma geral, as práticas difundidas pela PNL ajudam as pessoas a entender o gatilho que dispara o medo, além de ensinar as pessoas a serem líderes das próprias emoções”, diz.

William alerta ainda que os medos podem ser adquiridos por situações reais que vivemos ou acabam aprendidos em algum momento da vida, por conta de uma criação proporcionada por nosso inconsciente. “Os circuitos neurológicos do real e do fantasioso são os mesmos. Tendo algo acontecido realmente ou somente na imaginação, eles podem gerar respostas de igual proporção. O medo pode até mesmo ser herdado de outras pessoas, na maioria de vezes, de quem representa autoridade para nós, como nossos pais”, explica.

Há ainda uma série de maneiras de enfrentar esse medo. A primeira delas é desfazer a “construção mental” distorcida da realidade que é criada pela própria pessoa, além de reconstruir uma representação interna mais dentro da realidade. “Dessa forma a pessoa cria uma resposta emocional e também fisiológica compatível, corrigindo a falha de processamento das informações, que chegam destorcidas através dos canais visuais, auditivos e cinestésico”, comenta William, apontando que também é importante adicionar um novo recurso para que a pessoa tenha um aliado ao combater o medo. “Esse elemento pode ser tranquilidade, segurança, força ou qualquer outro que faça sentido para essa pessoa e a ajude a enfrentar esse temor excessivo”, diz.

Outra saída é desassociar a pessoa do evento traumático que fez com que ela criasse o medo, ou desassociar a pessoa de criações mentais pessimistas, permitindo assim que ela crie mentalmente possibilidades melhores com aquela experiência.

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