Vivemos em um mundo onde a mídia constrói a imagem e estipula os padrões aceitáveis e que devem ser seguidos por todos. Corpo perfeito, família perfeita, relacionamentos perfeitos, entre outros. Isso, porém, só aumenta a expectativa das pessoas, crescendo também as possibilidades de gerar grandes frustrações. Sempre que conseguimos algo, acaba sendo menos do que havíamos planejado. Neste contexto, podemos dizer que uma emoção nada mais é que o resultado da realidade menos a expectativa. Se o resultado for positivo temos uma emoção positiva. Já com um resultado negativo teremos uma emoção negativa (frustração).

Todos os seres humanos têm emoções básicas (medo, raiva, tristeza, afeto e alegria) e ninguém consegue fugir disso. Assim, é muito importante saber lidar com tais sentimentos, além de conhecer, identificar e ter o poder canalizá-los para um objetivo positivo. Fugir de algumas emoções ou se esconder delas não significa lidar bem com a situação. Faz parte da inteligência emocional esse poder de aceitar, identificar e direcionar qualquer emoção para um objetivo saudável.

As pessoas só conhecem realmente a tristeza a partir do momento que aceita que ela faz parte de nós. A partir daí, entendemos e aprendemos com ela. De modo geral, para alcançar a felicidade é preciso conhecer o que realmente nos deixa triste. Muitas vezes, é justamente em um momento desses que optamos por uma guinada na vida, já que, ao mesmo tempo em que gera dor suficiente, a tristeza também passa a ter o poder de criar muita energia de mudança.

No Treinamento FireWalking contamos a historia de Joseph Campbell, mitólogo americano, que estudou muitos heróis e pessoas tidas como grandes heróis da humanidade. Seus estudos foram descritos no trabalho conhecido como “A Jornada do Herói”, que mostra que a maioria deles se tornaram heróis justamente porque passaram por uma fase intitulada “O Chamado”, que nada mais é do que um período de dificuldade ou de profunda tristeza, que faz repensar no que o indivíduo está vivendo. A dor é tanta que faz com que a pessoa se movimente para fazer algo. Se a pessoa não assumir esse papel, por outro lado, a situação passa a se tornar preocupante, com o indivíduo começando a se esconder dos outras, do mundo e da realidade. É assim que começa a surgir os processos depressivos.

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